quinta-feira, 15 de abril de 2010

PELA PRIMEIRA VEZ NA SUA HISTÓRIA, A PM POTIGUAR EMPRESTA SEUS OFICIAIS PARA AS FORÇAS DA PAZ

No dia 15 de dezembro de 1993, o Major PM SEVERINO GOMESDOS REIS NETO (ex-comandante da PM - 10/08/2001 – 03/01/2003) e os tenentes Reinaldo Ferreira Dantas, Alarico e Francisco Canindé de Araújo Silva, atual comandante geral da PMRN (06/04/2010), eles desembarcaram no cenário das guerras civis mais longas do continente africano. O Major Severino Reis e os tenentes Reinaldo Ferreira Dantas, Alarico José Pessoa de Azevedo e Francisco Canindé de Araújo Silva (07/02/1946), foram escolhidos pelo Comando da Polícia Militar, Coronel Luís Pereira (20/03/1991 – 03/03/1994), para integrarem as Forças de Paz que a ONU mantém em Moçambique, país que mergulhou numa sangrenta guerra civil, desde que se tornou independente de Portugal, em 1975. Para conseguir as vagas, os quatro oficiais, tiveram que passar primeiro por uma pré-seleção, junto com outros 40 candidatos. Alguns dos requisitos exigidos pela ONU: falar inglês fluentemente (o idioma oficial das Nações Unidas) e estar em perfeitas condições físicas e psicológicas. O checp-up exigido pela ONU inclui 11 exames diferentes, onde são examinados desde o ritmo das batidas do coração, até possíveis crises familiares. Mais seis tipos de vacinas contra as epidemias que assolam o país. “O ofício do Comando de Operações terrestres do Ministério do Exército, chegou ao final de novembro. Tivemos de correr muito para selecionar nossos oficiais”, lembra o coronel Luís Pereira, comandante Geral da PMRN. E não esconde o seu orgulho: “a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, foi uma das três corporações do país, a enviarem oficiais para as missões das forças de paz da ONU”. Para a missão em Moçambique foram solicitados dez oficiais brasileiros. “E uma grande honra”. Resume satisfeito.
“O mais velho dos quatro oficiais selecionados, foi o major Reis, 40 anos, que ocupava o cargo de diretor da Penitenciária ‘João Chaves”. HÁ APENAS UM MÊS. Casado, pai de 3 filhos, havia ingressado na PM em 1971, disse que sentiu saudade da família mas o sentido do dever falou mais alto. Ele disse que sou um soldado e soldados devem estar prontos para qualquer missão. Aqui “no Rio Grande do Norte, em Moçambique ou em qualquer outro lugar”.

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